Super Beerus
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Dragon Ball Super: Beerus chega em 2026 com 5 grandes mudanças

18 mai 2026 por Josué dos Santos Domingues

Cara, Dragon Ball Super: Beerus é real, o trailer novo chegou no Dragon Ball Games Battle Hour em Los Angeles em abril, Masako Nozawa e Koichi Yamadera subiram no palco, e o que apareceu na tela fez a internet surtar de um jeito que eu não via desde o anúncio de Super em 2015. Só que dessa vez o hype tem um peso diferente. Em 2015 era euforia pura. Em 2026 é euforia misturada com uma memória muito viva do que deu errado.

A Toei tem uma segunda chance com o arco mais importante do início de Dragon Ball Super. E a lista de coisas que precisam ser diferentes dessa vez é longa.

O que você precisa lembrar antes

Dragon Ball Super estreou em julho de 2015 como adaptação televisiva do filme Dragon Ball Z: Batalha dos Deuses, de 2013. O problema é que a série chegou antes que o material original estivesse suficientemente desenvolvido, e a equipe de produção correu para adaptar um filme de 85 minutos em 14 episódios de TV. O resultado foi doloroso: personagens desenhados fora de modelo em vários episódios, ritmo arrastado que esticava cenas de alguns segundos em episódios inteiros, diálogos inflados para preencher tempo e animação claramente inferior ao filme que estava sendo readaptado.

Isso não é crítica gratuita. O próprio produtor executivo Akio Iyoku reconheceu publicamente na apresentação do Dragon Ball Games Battle Hour que o objetivo do projeto é exatamente corrigir isso. A frase que ele usou foi expressar o mundo criado por Toriyama-sensei com mais precisão e exatidão, aplicando técnicas visuais que continuam evoluindo todos os dias. Quando o produtor de uma franquia admite que a versão anterior não cumpriu o que prometia, você presta atenção.

O que foi anunciado e o que o novo trailer mostrou

Dragon Ball Super: Beerus não é uma remasterização. Isso é importante deixar claro porque a palavra remix enganosa circulou bastante depois do anúncio em janeiro. O que a Toei está fazendo é uma reconstrução completa. Todos os cortes foram re-renderizados. A qualidade das artes foi elevada. Cenas novas foram adicionadas. A história foi reestruturada. As vozes foram regravadas com o elenco original, incluindo Masako Nozawa como Goku e Koichi Yamadera como Beerus. A trilha sonora foi refeita do zero.

Super Beerus

E o arco vai ter 6 episódios, não 14. Esse número é o que mais me animou em todo o anúncio. A comparação imediata que a comunidade fez foi com o Dragon Ball Z Kai, que condensou mais de 290 episódios originais do Z em 167 ao eliminar os fillers e comprimir o ritmo. O Kai funcionou porque as histórias do Z eram boas mas sofriam de um problema estrutural de produção semanal sem material suficiente. O mesmo diagnóstico se aplica ao início de Super. Menos episódios significa menos esticamento artificial, menos cenas de reação de cinco segundos que viravam dois minutos, menos exposição desnecessária.

O trailer do Battle Hour mostrou a batalha entre Goku e Beerus num nível visual que claramente não existia em 2015. As cenas cósmicas, os dois se enfrentando no espaço enquanto o planeta Terra treme por baixo, chegaram com uma intensidade que o filme original de 2013 tinha e a série perdeu. E tem mais: no final do trailer aparece Freeza. O que confirma que Dragon Ball Super: Beerus não vai cobrir só o arco Batalha dos Deuses. A Saga Freeza Dourado, que era o arco seguinte na série original, também vai ser remasterizada dentro desse projeto.

A análise do Tudo Geeks

Vou ser direto: esse é o projeto mais importante de Dragon Ball desde o anúncio de Super em 2015, e por razões opostas. Em 2015 o hype era pelo começo de algo novo. Em 2026 o hype é pela correção de algo que não foi bem feito. E essa distinção importa porque ela define expectativa.

O que a Toei precisa acertar são cinco coisas específicas. Primeiro, ritmo. Seis episódios para cobrir Batalha dos Deuses e Freeza Dourado significa que cada cena vai precisar trabalhar de verdade. Sem planos de reação prolongados, sem flashbacks desnecessários, sem episódios que terminam exatamente onde poderiam ter continuado. Segundo, consistência visual. O problema mais visível de Super em 2015 era os personagens desenhados diferente a cada episódio, com proporções erradas e expressões que não combinavam com o peso das cenas. A promessa de re-renderização total sugere que isso foi tratado, mas só a exibição vai confirmar.

Terceiro, o peso dramático de Beerus. No filme de 2013 o Deus da Destruição funcionou porque você sentia que Goku estava genuinamente em desvantagem pela primeira vez desde Dragon Ball Z. A série de TV perdeu isso porque esticou o confronto tanto que o perigo virou protocolo. Com seis episódios, a Toei tem a oportunidade de manter aquela tensão comprimida do filme enquanto adiciona profundidade que o formato longa-metragem não permitia.

Quarto, a caracterização de Vegeta. A piada que se tornou clichê é que Vegeta ficou reduzido a alívio cômico nos primeiros episódios de Super, especialmente na festa de Bulma. O trailer não mostrou muito do Saiyajin do orgulho, mas qualquer fã sabe que o tratamento dele nesses arcos vai ser um termômetro importante de qualidade.

E quinto, Freeza. O arco Freeza Dourado foi, se possível, ainda mais irregular que Batalha dos Deuses no quesito ritmo. A aparição do personagem no final do trailer, com Nozawa confirmando que o confronto de Goku e Freeza vai ser parte desta série, é a parte que me deixa mais curioso. Porque se a Toei conseguir fazer o que o filme Ressurreição F fez visualmente, mas com a profundidade que a série de TV tinha a oportunidade de desenvolver e não desenvolveu, esse projeto vai ser referência.

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A comparação com o Kai continua sendo útil aqui. O Kai não inventou nada, só removeu o que atrapalhava. Dragon Ball Super: Beerus está propondo algo mais ambicioso: remover o que atrapalhava e adicionar o que faltava. Se funcionar, vai ser a versão definitiva dos dois arcos. Se não funcionar, vai ser um lembrete caro de por que remakes precisam de motivo além de nostalgia.

Eu acredito que vai funcionar. A motivação é real, o produtor falou publicamente sobre os erros, e seis episódios é um número que respeita o material. Mas vou precisar ver o primeiro episódio antes de cravar.

O que esperar

Dragon Ball Super: Beerus estreia no outono de 2026 no Japão, sem data exata confirmada ainda. A distribuição internacional também não foi anunciada oficialmente, mas o histórico recente de Dragon Ball aponta para Crunchyroll como plataforma mais provável fora do Japão. Dragon Ball Super: The Galactic Patrol, que vai adaptar a Saga Moro do mangá, também foi confirmado mas sem janela de lançamento. O Beerus claramente funciona como porta de entrada para essa nova fase, e se ele entregar o que promete, o hype para a Saga Moro vai ser de outro nível.

Recomendação geek

Se você quer entrar no clima antes da estreia ou apresentar Dragon Ball Super para alguém que nunca viu, o mangá Dragon Ball Super é o caminho mais direto. A versão em quadrinhos de Toyotarou e Toriyama tem um ritmo muito superior ao da série de TV original e é exatamente o tipo de material que a equipe de Beerus está usando como referência para a reconstrução.

LINK AFILIADO — Mangá Dragon Ball Super Vol. 1

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