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Gears of War: E-Day já pode ser jogado — e volta às origens

O acesso antecipado de Gears of War: E-Day começou em 1º de outubro, colocando Marcus e Dom novamente nas mãos dos jogadores. O retorno às origens da franquia acerta no combate e no clima brutal, mas a campanha já está dividindo opiniões.

Marcus Fenix e Dom em Gears of War: E-Day durante a invasão Locust.

Gears of War está oficialmente de volta.

O acesso antecipado de Gears of War: E-Day começou em 1º de outubro, cinco dias antes do lançamento mundial marcado para 6 de outubro de 2026. Isso significa que parte dos jogadores já está enfrentando os Locust e descobrindo como Marcus Fenix e Dominic Santiago viveram o início da guerra que definiu toda a franquia.

E a proposta da The Coalition é bastante clara: em vez de continuar diretamente os acontecimentos de Gears 5, o estúdio resolveu olhar para trás.

E-Day se passa 14 anos antes do primeiro Gears of War e acompanha justamente o Dia da Emergência, quando os Locust surgiram das profundezas de Sera e transformaram uma guerra convencional em algo muito pior.

Mas voltar ao passado não significa simplesmente repetir o jogo de 2006 com gráficos melhores.

Quem já pode jogar Gears of War: E-Day?

O acesso antecipado começou mundialmente em 1º de outubro, às 15h UTC.

Ele está disponível para quem possui a Premium Edition ou acesso equivalente por meio do upgrade Premium. Jogadores que forem acessar a edição padrão ou pelo lançamento regular do Game Pass entram em ação em 6 de outubro.

Gears of War: E-Day será lançado para Xbox Series X|S e PC, incluindo Xbox no PC e Steam. O título também faz parte do Xbox Play Anywhere e terá suporte a cloud gaming em serviços compatíveis.

A campanha pode ser jogada sozinho, em cooperativo com tela dividida para dois jogadores nos consoles ou online. O pacote também inclui modos multiplayer como Versus e a nova interpretação do tradicional modo Horde, chamada Horde Siege.

Ou seja: apesar de toda a atenção em Marcus, Dom e na história do E-Day, a The Coalition não tratou o projeto apenas como uma aventura single-player.

O retorno de Marcus e Dom acontece no pior dia possível

A principal diferença está na época escolhida para contar essa história.

Quando conhecemos Marcus Fenix no primeiro Gears of War, a humanidade já estava acostumada com o conflito contra os Locust. As cidades estavam destruídas, os soldados sabiam contra quem estavam lutando e o próprio mundo já havia sido transformado pela guerra.

E-Day mostra justamente o momento anterior a tudo isso.

Marcus e Dom ainda não são exatamente os personagens endurecidos que os jogadores conheceriam anos depois. Ao mesmo tempo, a população de Sera ainda não entende o tamanho da ameaça que acaba de surgir.

A campanha acompanha a queda da cidade de Kalona durante três dias, transformando a invasão em algo muito mais localizado e pessoal.

É uma escolha inteligente.

Em vez de tentar representar simultaneamente uma catástrofe planetária, o jogo acompanha bairros, casas, instalações industriais e áreas que estavam funcionando normalmente até os Locust literalmente começarem a sair do chão.




Gears quer voltar a ser assustador

Esse talvez seja o ponto mais interessante de E-Day.

A própria The Coalition explicou durante o desenvolvimento que queria recuperar os elementos próximos do horror presentes no primeiro Gears of War.

Quem jogou o original provavelmente lembra que, antes de a série abraçar completamente as batalhas gigantescas e os grandes espetáculos militares, existia um clima quase de terror em determinados momentos.

Os Locust eram desconhecidos.

Entrar em um prédio escuro tinha peso.

Encontrar determinadas criaturas pela primeira vez realmente transmitia a sensação de que os soldados estavam lidando com algo que não compreendiam.

E-Day tenta recuperar justamente essa vulnerabilidade.

A iluminação, os ambientes destruídos, as sombras e a maneira como alguns inimigos aparecem fazem parte dessa proposta. A The Coalition reconstruiu os elementos do jogo do zero utilizando Unreal Engine 5, em vez de simplesmente carregar a estrutura tecnológica dos títulos anteriores.

O objetivo não parece ser transformar Gears em survival horror.

É fazer os Locust parecerem ameaçadores novamente.

As primeiras impressões são boas — mas existe divisão

Com o fim do embargo e o começo do acesso antecipado, as primeiras avaliações começaram a aparecer.

E existe um padrão interessante.

O combate é um dos elementos mais elogiados.

A movimentação foi modernizada, o sistema de cobertura continua sendo parte central do jogo e as armas mantêm o peso que sempre diferenciou Gears de outros shooters em terceira pessoa.

Visualmente, E-Day também vem recebendo muitos elogios. A combinação entre Unreal Engine 5, iluminação mais avançada, destruição dos cenários e a escala dos confrontos ajuda a entregar provavelmente o Gears mais impressionante tecnicamente até agora.

Mas a campanha está gerando opiniões bem menos uniformes.

Enquanto algumas análises destacam a relação entre Marcus e Dom, os grandes momentos de ação e o retorno da identidade clássica da franquia, outras apontam problemas de ritmo, exploração pouco interessante e uma estrutura considerada repetitiva.

É uma diferença importante.

Gears of War: E-Day parece estar conseguindo recuperar como Gears deve parecer e como Gears deve ser jogado.

A discussão agora é se a campanha consegue sustentar isso durante toda a experiência.

Não é Gears 6 — e provavelmente isso foi uma boa decisão

A escolha por E-Day também resolve um problema que vinha crescendo dentro da franquia.

Depois de Gears 4 e Gears 5, continuar imediatamente aquela história exigiria carregar uma quantidade considerável de acontecimentos, personagens e decisões narrativas anteriores.

E-Day praticamente aperta o botão de reset sem realmente reiniciar a cronologia.

Marcus está aqui.

Dom está aqui.

Os Locust estão aqui.

A Lancer continua sendo uma das armas mais absurdamente satisfatórias dos videogames.

Só que tudo acontece em um período que nunca havia recebido o espaço necessário dentro dos jogos principais.

Para novos jogadores, é uma porta de entrada.

Para veteranos, é uma história cuja conclusão geral eles conhecem, mas cujos acontecimentos específicos ainda são novos.

O que acontece agora

O próximo momento importante é 6 de outubro, quando Gears of War: E-Day será oficialmente lançado mundialmente.

A partir daí, o número de jogadores aumenta consideravelmente e será possível entender melhor a recepção do pacote completo, principalmente do multiplayer, Horde Siege e Versus.

A The Coalition também já apresentou planos de suporte pós-lançamento para os modos online, incluindo conteúdo sazonal, eventos e ajustes de balanceamento.

A campanha, entretanto, é claramente o cartão de visitas deste retorno.

Depois de sete anos sem um novo Gears principal, voltar justamente ao dia em que tudo começou é quase uma declaração de intenções.

Voltar às origens era exatamente o que Gears precisava

Tem uma ironia boa em Gears of War: E-Day.

Para tentar fazer a franquia avançar, a The Coalition precisou voltar 14 anos dentro da própria história.

E talvez essa tenha sido a decisão certa.

Gears nunca deixou de ter boas ideias, mas ao longo dos jogos a escala aumentou tanto que aquela sensação incômoda do primeiro título acabou ficando para trás. Os Locust deixaram de ser criaturas assustadoras surgindo debaixo da terra e viraram simplesmente o exército que precisava ser eliminado.

E-Day tenta devolver o medo ao inimigo.

Melhor ainda: coloca Marcus e Dom no centro novamente sem simplesmente fingir que os jogos posteriores nunca existiram.

As críticas à campanha mostram que o retorno não é perfeito. Ritmo e exploração parecem ser os pontos que mais podem dividir jogadores.

Mas se você precisava olhar para uma tela durante poucos segundos para reconhecer imediatamente que aquilo era Gears of War, E-Day parece ter entendido a missão.

Às vezes, voltar às origens não é falta de ideia.

É lembrar por que todo mundo gostou daquilo em primeiro lugar

Fontes usadas para validar as informações

Xbox Wire — anúncio oficial do início do acesso antecipado em 1º de outubro e lançamento mundial em 6 de outubro.

Xbox — página oficial brasileira de Gears of War: E-Day, com plataformas, Game Pass, campanha e informações da Premium Edition.

Xbox Wire — entrevista com a The Coalition sobre campanha, Kalona, Unreal Engine 5, reconstrução dos assets e retorno dos elementos de horror da franquia.

Kotaku — primeiras impressões da campanha, destacando combate e apresentação, mas também críticas ao ritmo e à exploração.

PC Gamer — análise em andamento destacando o avanço do combate e críticas à estrutura da campanha.

COGconnected — impressões da campanha e do cooperativo, com avaliação positiva da relação dos personagens e do gunplay, além de problemas técnicos e de IA encontrados durante os testes.

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