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5 crossovers entre Marvel e DC que precisam acontecer depois de Superman e Homem-Aranha

Cara, a gente está vivendo um momento que não acontecia desde os anos 90. Em setembro de 2025, Deadpool e Batman se encontraram pela primeira vez em décadas numa edição com Zeb Wells e Greg Capullo que foi exatamente o caos que a gente esperava. Em março de 2026, Clark Kent e Peter Parker investigaram uma conspiração juntos nas mãos de Mark Waid e Jorge Jiménez. Em abril, Brad Meltzer e Pepe Larraz fecharam o arco pelo lado Marvel. E a Rolling Stone Brasil descreveu isso como o início de uma estratégia de cooperação renovada entre as duas editoras.

Marvel e Dc

Cara, a gente está vivendo um momento que não acontecia desde os anos 90. Em setembro de 2025, Deadpool e Batman se encontraram pela primeira vez em décadas numa edição com Zeb Wells e Greg Capullo que foi exatamente o caos que a gente esperava. Em março de 2026, Clark Kent e Peter Parker investigaram uma conspiração juntos nas mãos de Mark Waid e Jorge Jiménez. Em abril, Brad Meltzer e Pepe Larraz fecharam o arco pelo lado Marvel. E a Rolling Stone Brasil descreveu isso como o início de uma estratégia de cooperação renovada entre as duas editoras.

Renovada. Isso é a palavra que importa.

Não é uma nostalgia ocasional. É uma porta que ficou fechada por décadas e que agora está aberta, com as duas maiores editoras de quadrinhos do mundo encarando o crossover como política editorial de longo prazo. E se a porta está aberta, a pergunta que todo leitor está fazendo é óbvia: quem vem a seguir?

Liga da Justiça e Vingadores não conta. É grande demais, já aconteceu no início dos anos 2000 com Kurt Busiek e George Pérez, e seria impossível de justificar narrativamente sem um evento de escala que nenhum dos dois lados está pronto pra fazer agora. O que funciona são encontros específicos, duas personas com química narrativa real, que gerem uma história que só pode existir porque os dois universos estão no mesmo espaço.

Aqui estão as cinco duplas que têm esse potencial.

1. Mulher-Maravilha e Thor

Essa é a que mais me surpreende não ter acontecido ainda. Os dois são os grandes guerreiros da mitologia dentro dos seus respectivos universos. Diana é filha de Zeus, guerreira treinada pelos deuses do Olimpo, portadora de uma armadura forjada pelos próprios imortais. Thor é filho de Odin, o deus do trovão nórdico, com um martelo que só os dignos podem erguer. A tensão narrativa central já está pronta: duas tradições mitológicas distintas, dois guerreiros que reconhecem um no outro algo que não encontram em nenhum colega de equipe, e a questão inevitável de qual panteão tem precedência quando os dois entram em conflito com o mesmo inimigo.

Mulher Maravilha e Thor

O ângulo mais interessante seria uma ameaça que conecta o Olimpo e Asgard, obrigando os dois a trabalhar juntos sem que nenhum dos dois saiba exatamente como confiar no outro. Tom King escreveu a melhor Mulher-Maravilha dos últimos anos. Jason Aaron passou quase uma década entendendo Thor profundamente. Coloca qualquer um dos dois nisso e a história se escreve sozinha.

2. Homem de Ferro e Lex Luthor

Essa é a que tem o maior potencial de ser subversiva. Em vez de um embate físico entre super-heróis, é um jogo intelectual e tecnológico entre os dois gênios mais arrogantes dos seus universos. Tony Stark e Lex Luthor são, estruturalmente, a mesma pessoa com moralidades opostas: dois homens que construíram impérios tecnológicos do zero, que acreditam genuinamente ser os mais inteligentes da sala, e que têm visões completamente diferentes do que significa usar esse poder.

Iron Man e Luthor

O ângulo de roteiro que funcionaria aqui é colocá-los num cenário onde os dois precisam cooperar contra uma ameaça tecnológica comum, e deixar a tensão ser sobre quem está usando quem. Lex nunca vai trabalhar com alguém sem uma agenda secundária. Tony nunca vai confiar numa agenda secundária que ele não consegue monitorar. Cada cena seria um jogo de xadrez disfarçado de parceria. Chip Zdarsky, que já escreveu tanto o Homem de Ferro quanto o Capitão América com profundidade real, seria o roteirista perfeito pra isso.

3. Mulher-Gato e Viúva Negra

Esse é o crossover que o mercado feminino de quadrinhos pediu e ninguém entregou ainda. As duas são ladroas de elite com histórias de origem que cruzam espiões, crime organizado e uma relação complicada com o lado dos heróis. A diferença central entre elas é o que torna a dupla interessante: Natasha Romanoff foi condicionada desde criança pelo programa Viúva Negra soviético e passou décadas construindo uma identidade própria além desse condicionamento. Selina Kyle escolheu a vida que leva, com plena consciência das alternativas, e raramente lamenta isso.

Mulher Gato e Viuva Negra

Coloca as duas num golpe impossível. Uma missão em que Viúva Negra precisa da expertise de roubo da Mulher-Gato e Mulher-Gato precisa do acesso de espiã da Viúva Negra. O conflito não é quem bate em quem, é quem controla a narrativa da parceria. Kelly Thompson escreveu a Mulher-Gato definitiva da última década. Ed Brubaker fez o mesmo pela Viúva Negra. Qualquer dos dois, ou os dois juntos, fariam algo memorável com essa combinação.

4. Coringa e Duende Verde

Essa dupla é a mais arriscada e exatamente por isso é a mais interessante. Os dois são os vilões que definiram os maiores traumas dos heróis mais icônicos dos seus universos. O Coringa matou Jason Todd, paralisou Barbara Gordon e destruiu a sanidade de Jim Gordon. O Duende Verde matou Gwen Stacy, o momento que mais marcou a história do Homem-Aranha e que mudou o tom dos quadrinhos de super-heróis de forma permanente.

Coringa e Duende

A questão narrativa central que esse crossover poderia explorar é o seguinte: o que acontece quando você coloca dois agentes de caos puro no mesmo espaço? Os dois querem destruição, mas por motivações completamente diferentes. O Coringa quer provar que qualquer pessoa pode ser quebrada. O Duende Verde quer poder, legado e o colapso específico de Peter Parker. Eles cooperariam? Se sim, por quanto tempo antes de virarem um problema um pro outro? E qual seria o limite desse caos num universo onde as duas editoras existem juntas?

Grant Morrison, que escreveu as versões definitivas dos dois personagens em épocas diferentes, seria a escolha óbvia. Mas é uma HQ que exige maturidade editorial pra não virar exploração gratuita dos traumas dos heróis.

5. Quarteto Fantástico e Lanterna Verde e Hal Jordan

Essa é a menos óbvia da lista e exatamente por isso a que tem mais potencial de surpreender. O Quarteto Fantástico é a equipe de exploração científica da Marvel, a família que descobriu os limites do universo físico e voltou pra contar a história. Hal Jordan é o piloto de teste que atravessou o espaço com um anel de poder e passou décadas conhecendo civilizações que a Terra mal consegue imaginar.

Quarteto e Lanterna

O encontro entre esses dois tem a estrutura perfeita pra uma história de ficção científica de verdade dentro dos quadrinhos de super-heróis. Reed Richards e Hal Jordan comparando notas sobre o que cada um viu no espaço profundo. O anel dos Lanternas como tecnologia que Reed não consegue replicar e não consegue parar de tentar entender. Uma ameaça cósmica que exige tanto a ciência do Quarteto quanto o alcance intergaláctico dos Lanternas. Ryan North, que está no Quarteto Fantástico agora e que tem o DNA perfeito pra ficção científica com coração humano, seria o roteirista ideal.

A análise do Tudo Geeks

O que está acontecendo desde 2025 entre Marvel e DC é a normalização de algo que deveria nunca ter parado. O universo Amálgama dos anos 90, onde as duas editoras criaram personagens fusão como Garra das Trevas, Super Soldado e Lanterna de Ferro, foi um experimento brilhante e caótico que terminou por razões comerciais que nada tinham a ver com qualidade. Quando as duas editoras brigaram nos bastidores, os crossovers pararam. E uma geração inteira de leitores cresceu sem ver os dois universos habitando o mesmo espaço.

O Deadpool e Batman de 2025 provou que existe audiência pra isso hoje. Superman e Homem-Aranha de 2026 provou que existe disposição editorial de escala. A declaração da Rolling Stone de que essa é uma estratégia de cooperação renovada, e não um evento isolado, sugere que as duas editoras estão pensando nisso como uma linha de longo prazo.

O que me interessa mais nessa fase nova não são os encontros óbvios. É o que as duas editoras vão fazer quando decidirem ir além dos pares mais iconicamente famosos. Quando Batman e Superman já tiverem seus crossovers estabelecidos e a pergunta for: quem vem a seguir? É nesse momento que a criatividade editorial vai mostrar se essa parceria tem profundidade real ou se é só merchandising inteligente.

Pela primeira vez em décadas, eu estou genuinamente curioso pra descobrir.

Recomendação geek

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Superman e Homem Aranha

E você: qual dessas cinco duplas você mais quer ver num crossover oficial, ou tem alguma combinação que não está na lista que faria você correr comprar no dia do lançamento?

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