Cyberpunk: Edgerunners 2 explorou Night City dentro de Cyberpunk 2077 para encontrar seus cenários. Em entrevista publicada pelo GamesRadar+ em 17 de outubro, o showrunner Bartosz Sztybor explicou que o diretor Kai Ikarashi percorreu a cidade do jogo usando uma câmera virtual para procurar lugares adequados à história.
O detalhe de bastidor chega às vésperas da estreia: a CD PROJEKT RED confirmou o lançamento na Netflix em 20 de outubro de 2026. A produção é uma série independente de dez episódios, com novos personagens, realizada em colaboração com o estúdio Trigger.
Night City como locação de verdade
Na conversa com o GamesRadar+, Sztybor destacou a familiaridade da equipe de animação com o universo do jogo. Segundo ele, o roteiro não precisa indicar sempre um endereço específico, porque os profissionais da Trigger procuram os locais que melhor combinam com cada situação.
A explicação descreve uma espécie de pesquisa de locações em um ambiente virtual. Em vez de escolher apenas uma imagem bonita para reproduzir, o diretor pode observar ângulos e espaços enquanto percorre a cidade construída para o jogador.
Isso tem uma consequência criativa interessante: o cenário deixa de ser somente uma referência visual geral. Uma rua pode sugerir como alguém chega a um lugar, o que consegue enxergar dali e que sensação a cena deve transmitir. Essa leitura é uma possibilidade do método, não uma antecipação de sequências específicas.
O novo anime acompanha outro grupo de personagens
O comunicado da CD PROJEKT RED apresenta Edgerunners 2 como uma história independente, ambientada no mundo de Cyberpunk 2077, com um elenco novo. Os temas destacados pela empresa são vingança e redenção.
Portanto, a ligação com o universo conhecido não deve ser confundida com a promessa de repetir a mesma jornada. O projeto usa Night City como território compartilhado para outra história humana, com seus próprios conflitos.
Esse formato permite que o público reconheça o ambiente enquanto descobre novas perspectivas sobre ele. Para quem jogou, existe a curiosidade de identificar lugares. Para quem acompanha apenas o anime, esses espaços precisam funcionar por sua contribuição à narrativa, mesmo sem qualquer reconhecimento prévio.
Por que o cenário importa tanto nessa adaptação?
Uma cidade de ficção ganha força quando parece continuar existindo fora do enquadramento. O espectador percebe que existem trajetos, diferenças entre espaços e modos de circular que não foram inventados apenas para uma cena isolada.
Usar o jogo como ferramenta de observação pode ajudar a manter essa continuidade. Ao mesmo tempo, uma animação tem necessidades próprias de composição e ritmo. A adaptação será mais interessante se a fidelidade ao ambiente servir à história, em vez de restringir suas escolhas.
Também há uma boa oportunidade para quem conhece Cyberpunk 2077 revisitar sua percepção da cidade. Jogando, a atenção costuma seguir objetivos e deslocamentos. Assistindo, ela pode ser conduzida a detalhes que estavam no caminho, mas nunca receberam o mesmo destaque.
O que o Tudo Geeks acha disso
Esse é o tipo de bastidor que aumenta a curiosidade porque revela uma decisão concreta de produção. Percorrer Night City para encontrar o lugar certo sugere interesse no espaço como parte da experiência, além do uso de símbolos reconhecíveis.
Nosso desejo é que o reconhecimento de uma esquina seja apenas o começo. O que fará Edgerunners 2 valer a visita será a capacidade de transformar aquele lugar familiar em palco para personagens que tenham algo próprio a dizer.
Mas em geral qual sua opinião sobre Cyber Punk?


