Re:Zero Flugel e Subaru
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Flugel era um Subaru do passado? O que o cheiro e as constelações revelam sobre o maior mistério da Torre

02 mai 2026 por Josué dos Santos Domingues

⚠️ Este post discute detalhes do Arco 6 de Re:Zero que a temporada 4 está começando a adaptar. Se você só assiste ao anime, vai encontrar spoilers leves sobre o que está por vir. A escolha é sua.

O episódio 4 da quarta temporada plantou dois detalhes que a maioria das pessoas passou reto. O primeiro é o cheiro. O segundo são as constelações. Sozinhos, cada um parece uma curiosidade de worldbuilding. Juntos, eles apontam para algo que muda tudo que sabemos sobre o Retorno pela Morte, sobre Flugel e sobre quem Natsuki Subaru realmente é dentro dessa história.

O detalhe que não foi explicado

Quando Shaula envolve Subaru num abraço no episódio 4, ela não confunde ele com Flugel porque a aparência é parecida. Ela confunde porque o cheiro é idêntico. Isso é importante. A moeda do Reino de Lugnica tem o rosto de Flugel gravado, um homem descrito como bonito, de cabelos longos e olhar afiado. Não é Subaru. Visualmente os dois não têm nada em comum.

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Mas o cheiro? O cheiro é o mesmo.

Isso não é coincidência narrativa. Em Re:Zero, o miasma da bruxa que envolve Subaru é o motivo pelo qual as ameaças sobrenaturais, como a Grande Baleia Branca e os Petelgeuse, reconhecem sua presença. É uma assinatura única ligada à Bruxa da Inveja. Se Flugel cheirava igual a Subaru, significa que Flugel também carregava esse miasma. E isso levanta uma questão que o anime ainda não respondeu: como Flugel teria o miasma da Bruxa da Inveja se viajou ao lado de Satella antes dela enlouquecer, quando ela ainda era uma half-elf bondosa chamada de heroína?

A resposta mais lógica é que Flugel não adquiriu o miasma naquele mundo. Ele trouxe de outro lugar. Da mesma forma que Subaru trouxe.

O enigma que só um japonês poderia resolver

O segundo detalhe aparece na prova do terceiro andar da biblioteca, o andar Taygeta. O enigma para acessar o andar foi construído de forma que apenas alguém de outro mundo poderia resolver, porque envolve conhecimento das constelações do céu da Terra. No mundo de Re:Zero, as estrelas são diferentes. Um nativo daquele mundo, por mais inteligente que fosse, simplesmente não teria o mapa estelar necessário para decifrar a prova.

Flugel construiu esse enigma. Flugel sabia que apenas um habitante de outro mundo poderia passar. Isso significa que Flugel não só veio de outro mundo como sabia que outro invocado chegaria depois dele e precisaria acessar a biblioteca. Ele construiu a prova para esse invocado futuro de propósito.

E Tappei Nagatsuki nos colocou na situação em que o único invocado que aparece depois de Flugel é Natsuki Subaru.

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O que isso significa para o Retorno pela Morte

Re:Zero estabeleceu desde cedo que o Retorno pela Morte tem um custo. Cada vez que Subaru morre, algo é pago para Satella. O que exatamente ainda não foi explicado completamente. Mas o Arco 6 começa a sugerir que esse poder não é simplesmente um presente sem história, é algo com origem e com um usuário anterior.

Se Flugel é uma versão passada de Subaru que de alguma forma viajou 400 anos para o passado, o miasma da bruxa que ele carregava faz sentido porque viria da mesma fonte. O conhecimento das constelações que usou para construir a prova faz sentido porque veio do mesmo Japão. A exasperação que sentia ao lidar com Shaula, descrita como idêntica a que Subaru sente, faz sentido porque é o mesmo temperamento.

E tem mais um detalhe que o episódio 4 escorregou no diálogo de Shaula: ela mencionou a expressão "Ok Google" durante uma conversa. Shaula aprendeu tudo o que sabe com Flugel. Não existe forma de ela conhecer uma expressão do mundo moderno a não ser que Flugel a tenha ensinado. Um Flugel que, como Subaru, veio do Japão contemporâneo.

Por que Tappei ainda não confirmou nada

A teoria de Flugel e Subaru ser a mesma pessoa é o tipo de revelação que uma narrativa como Re:Zero não entrega barato. Se for verdade, levanta paradoxos enormes: Subaru foi responsável por selar Satella no passado? O Retorno pela Morte foi usado em escala histórica para navegar aquela jornada? O que aconteceu com a memória de Flugel quando ele deixou a Torre?

Tappei Nagatsuki passou a série inteira estabelecendo que cada detalhe aparentemente pequeno carrega peso narrativo real. O cheiro não está lá por acidente. As constelações não estão lá por acidente. A expressão "Ok Google" não está lá por acidente.

A quarta temporada está apenas começando a mostrar a Torre. O que vem por aí vai colocar esses detalhes em movimento de um jeito que vai fazer o episódio 4 parecer ainda mais pesado em retrospecto.

E você?

Você acredita que Flugel e Subaru são a mesma pessoa, ou acha que Tappei está jogando com as expectativas do fã? E se for verdade, o que isso significa para o futuro do Retorno pela Morte? Comenta aí, mas cuidado com spoilers pesados de quem já leu a light novel.

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